Cuidados que o cirurgião-dentista deve ter com o Coronavírus

Dr. Fabio Sato, especialista em cirurgia bucomaxilofacial, tira dúvidas sobre o vírus que causou pandemia mundial.

Os principais sintomas causados pelo vírus são febre, tosse, dor muscular e dificuldade respiratória.

Algumas medidas preventivas podem ser tomadas para evitar a contaminação, como higienização das mãos, manter-se em casa e evitar aglomerações. Mas e quem trabalha com a área odontológica e está exposto diretamente com os pacientes?

Algumas instituições como o Conselho Federal de Odontologia e Agência Nacional de Saúde Suplementar recomendaram que não sejam realizados alguns procedimentos, com exceção dos casos de urgência. Por isso, cirurgião-dentista Fábio Ricardo Loureiro Sato, especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial, passa algumas orientações para atendimento em tempos de COVID-19.

Antes da consulta

Verificar por telefone se o paciente apresentou febre ou dificuldade respiratória nos últimos 14 dias, se esteve em contato direto com pessoas de alguma região com casos notificados ou com problemas respiratórios.

Em caso positivo, procurar por um atendimento médico para avaliar a possibilidade de contaminação pelo vírus e falar para não comparecer à consulta com o dentista. “É importante salientar que se o paciente não apresentar febre, o atendimento pode ocorrer, sempre mantendo a boa higienização tanto em quem vai ser atendido, como no profissional. A sala sempre esterilizada antes de qualquer procedimento e com álcool em gel disponível”, recomenda o especialista.

Durante a consulta

No atendimento, o profissional deve proteger as mucosas dos olhos, nariz e boca com uso de luvas, óculos de proteção e viseira, além de jalecos que devem ser preferencialmente descartáveis. Em caso de procedimentos onde serão gerados aerossóis, o ideal é o uso de máscaras de maior proteção, como as N95.

Procurar também usar o máximo possível de isolamento absoluto com diques de borracha, uso de bomba a vácuo potente e evitar uso de ultrassom de alta rotação para não minimizar a produção de aerossóis.

O médico conta outra dica importante. “Fazer bochechos iniciais com peróxido de hidrogênio 1% ao invés da clorexidina, que não é tão eficaz contra o vírus, é uma ótima maneira de se manter protegido.”

Após o atendimento

Após o término do atendimento, todo resíduo gerado durante a consulta deve ser descartado em lixo para material infeccioso. As superfícies devem ser limpas com produtos desinfetantes, lembrando que o vírus pode permanecer ativo nas superfícies por mais de sete dias.

“Além disso, nesse momento de pandemia, é importante a colaboração de todos os pacientes e profissionais para tentar minimizar o máximo possível o risco de contaminação e consequente propagação da COVID-19″, finaliza o Dr. Fábio Sato.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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1 COMENTÁRIO

  1. Informações bastante necessárias para o profissional q ñ está bem informado. A Estufa é um método eficiente de esterilização?

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