Mitos e verdades sobre fissura labial

A fissura labial, também conhecida como lábio leporino, é uma anomalia na qual a criança já nasce com ela. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas, a cada 700 bebês nascidos, um nasce com a má-formação.

No entanto, poucas pessoas conhecem o assunto e entendem de fato quais informações são verdadeiras e quais são falsas. Por isso, o Dr. Fábio Sato, especialista em Cirurgia Bucomaxilofacial, explica um pouco mais sobre o assunto.

MITO
Essa malformação, diferente de algumas lendas, não é causada pelos desejos da mãe durante a gestação, mas pela falta do ácido fólico. Por isso, muitas remédios complementares são indicado para grávidas.

VERDADE
As causas podem ser multifatoriais, mas ainda não se sabe ao certo qual o principal fator para causar uma fissura labial. Uma das hipóteses seria o gene da família, ou seja, quando já ocorreu uma ocorrência dessa anomalia, as chances de acontecer novamente aumentam.

MITO
Os lábios palatais não estão relacionados a nenhuma deficiência intelectual, logo, as crianças e recém-nascidos terão um desenvolvimento comum, desde que tenham o tratamento correto, ainda quando bebês.

VERDADE
A malformação existe em dois níveis de complexidade, a mais simples ocorre apenas nos lábios, e a mais complicada pode afetar o céu da boca e o nariz, trazendo uma facilidade maior de desenvolver possíveis doenças cardíacas e infecções nasais.

MITO
Esperar a criança crescer pode trazer complicações graves para a saúde, como dificuldades dentárias. Ao mesmo tempo, realizar a cirurgia em um recém-nascido é arriscado, o ideal para os casos mais simples é realizar o procedimento a partir das 10 semanas de idade, e para os casos mais complexos, a partir de um ano.

VERDADE
É possível descobrir se a criança nascerá com a fissura a partir de ultrassons e acompanhamento do pré-natal. Os pais muita vezes se sentem culpados e é necessário entender que essa situação pode acontecer com qualquer família e que não são de suas responsabilidades.

MITO
O tratamento não é feito apenas com o cirurgião, ele exige uma equipe multifuncional, que envolve desde pediatras até fonoaudiólogos. O acompanhamento psicológico é importante principalmente para os pais, para que consigam entender a situação, pois as crianças, por serem muito novas, não têm consciência do que está, de fato, ocorrendo.

VERDADE
Na adolescência, é possível fazer mais uma cirurgia, para diminuir o tamanho da cicatriz, melhorando a aparência, que para os jovens é tão importante.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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